Hesitei muito em fazer este post, mas a importância do assunto assim o exigia. Uma docente de uma escola, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho. Tinha 63 anos e pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento. Esta triste e revoltante história contínua e hoje a professora já faleceu.
Hesitei em contar a história por não querer ser acusado de estar a fazer graça com a desgraça de outros, mas compreendi que não era isso que estaria a fazer. É uma homenagem a alguém tão mal tratado pelo seu país e a quem todos devemos um pedido de desculpas. Sim, porque a culpa também é de todos nós por nos deixarmos governar por gente como esta. A culpa é nossa porque não corremos com esta gente do poder. Cada dia que passe sem o fazermos, só a aumenta.
Obs: uma página relatando mais casos, sumiu dos arquivos digitais do jornal, o que terá sucedido?
http://jn.sapo.pt/2007/06/04
SOLTAS
"A Manuela Estanqueiro foi minha vizinha e colega em Aveiro, da mesma escola secundária, antes de se mudar para Cacia.
A Manuela é aquela professora que tendo uma leucemia, foi obrigada a ir trabalhar há 3 meses atrás, quando já se encontrava em estado terminal.
Hoje, foi a enterrar às 15.30h
À Teresa, sua filha e ainda minha colega de escola, o meu sentido pesar pelo acontecimento. Este é o Ministério da Educação que temos, a humanidade e o carinho que todos sentimos diariamente.
"Assim, sim, até dá vontade de trabalhar!!!E depois não querem que se chamem nomes ou falem mal dos ministros.
Se o Pluto é filho da Pluta, porque razão a Ministra e o Sócrates também não podem ser filhos das suas mães?
Que na morte possa ter a Paz que este governo vergonhosa e ordinariamente lhe ROUBOU nos últimos meses de vida.
Até aos seus colegas, na casa onde ela serviu o Estado durante anos, NÃO LHES FOI PERMITIDO uma mísera dispensa de 1 hora para a acompanhar à sua última morada.
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